Faz só uns poucos dias que voltamos da Colônia, onde tive o privilégio de passar uma semana, incluindo um belo Shabat, com Sharsheret. Na hora de chamar os jovens para uma aliá à Torá, tentei explicar a eles a importância das bênçãos que pronunciamos ao sermos chamados para essa honra. Numa frase, na bênção antes da leitura, dizemos “Louvado seja o Eterno que nos deu a autêntica Torá…” e logo concluímos com as palavras “Louvado seja o Eterno que nos dá a Tora”.
A primeira fala no tempo passado—fala da nossa história, fala dos 600.000 judeus ao redor da montanha que receberam a Torá. A segunda fala no tempo presente—não a uma multidão, mas àquele que tem o privilégio de se aproximar da Torá. Para outorgar a Torá são precisos dois: um é Deus, que outorga, e o outro é a pessoa que, ao pronunciar a brachá, está
dizendo “eu aceito!”.
Na parashat Ékev lemos: “Cumpram fielmente toda a Instrução que Eu lhe ordeno hoje, para que possam prosperar e crescer e sejam capazes de possuir a terra que o Eterno prometeu em juramento ao seus pais” (Devarim 8:1).
Os comentaristas falam da palavra “hoje”, “haiom”, e perguntam: os mandamentos não nos foram todos dados em tempos passados? Sim, foram, mas a continuidade do nosso povo—do pacto do Eterno com o povo de Israel, e mesmo as mitsvot—dependem de nós estudarmos, interpretarmos e descobrirmos a cada dia como viver como judeus haiom, hoje.
Louvado seja o Eterno que confia em cada um de nós para dar continuidade e vida à nossa Torá, o nosso Etz Chaim—a fonte da nossa existência.
Shabat Shalom!
